ATPC 06/10/2014 – Prof. Coord. Valter Estachel
Citação
“[...] valorização e
respeito às pessoas negras, à sua descendência africana, sua cultura e
história. Significa buscar compreender seus valores e lutas”.
(Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura
Afro-Brasileira e Africana, 2002:12).
Contextualização
“Não é de
estranhar que a criança afro-brasileira aprenda a odiar tudo o que herdou. A
imagem que lhe apresentam é tão negativa que seu único consolo consiste em
identificar-se ao máximo com a sociedade branca [...] não há dúvida de que
muito da abordagem para fazer surgir a Consciência Negra precisa ser voltada
para o passado, a fim de procurar reescrever a história do negro e criar nela
os heróis [heroínas] que formam o núcleo do contexto africano [...] Um povo sem
uma história positiva é como um veículo sem motor”
(BIKO, 1990:
42)
Objetivos
Pensar e elaborar o Projeto
do Dia da Consciência Negra. Concluir
primeira fase do Plano de Ação do Ensino Fundamental, com a elaboração da
atividade avaliativa com as habilidades defasadas na A.A.P. 7º edição que foram
trabalhadas durante ao longo do mês de Setembro.
Atividade 1 - Leitura:
Lenda do negrinho do pastoreio.
Atividade 2 – Estudo da Lei 10.639/03. (Com
o objetivo formativo, analisar as proposta da Lei.)
Atividade 3 – Vídeo: Vista a minha pele. (é uma divertida paródia da realidade brasileira. Serve de
material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala de aula.)
Atividade 4 – Elaboração e definição das propostas para o Projeto
do Dia da Consciência Negra. (Estudar o material
oferecido PNBE do Professor 2013*, para confecção das propostas dos
professores.)
Atividade 5 – Socialização. (Socializar as
propostas de cada professor/disciplina para realização do Projeto do Dia da
Consciência Negra.)
Atividade 6 – Apresentação dos exercícios a serem aplicados na
atividade avaliativa, para avaliar as habilidades defasadas da A.A.P. 7º edição. (Como conclusão da primeira fase do plano de ação do Ensino
Fundamental, os professores apresentarão suas propostas de exercícios que irão
compor a atividade avaliativa das habilidades defasadas da AAP 7º edição.)
Atividade 7 – Momento
Fala Professor: Profas. Elisangela e Risolene. (Espaço
para que as professoras possam socializar as experiências vividas em convocação
na D. E.)
Referências bibliográficas
CLARO, Regina. Olhar a África: fontes visuais para sala de aula. 1º
edição – S.Paulo: Hedra Educação, 2012.
SOUZA, Edileuza Penha de (org.). Negritude, cinema e educação: caminhos
para implementação da Lei 10.639/2003. 2º Edição, Belo Horizonte: Mazza
Edições, 2011. Volume 1 e 2.
MUNANGA, Kabengele e GOMES, Nilma Lino. Para entender o negro no Brasil
de hoje: história, realidades, problemas e caminhos. S.Paulo: Global: Ação
educativa, 2004.
Lenda: Negrinho
do Pastoreio
A lenda do Negrinho do Pastoreio é uma lenda meio
cristã e meio africana. É uma lenda
muito popular no sul do Brasil e sua origem é do fim do Século XIX, no Rio
Grande do Sul. Foi muito contada no final do século passado pelos brasileiros
que defendiam o fim da escravidão. É uma lenda reconhecidamente do Rio Grande
do Sul, e alguns folcloristas afirmam que a região tem uma única lenda sua
criada ao jeito local.
Conta a lenda que nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Em um dia de inverno, fazia muito frio e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros que acabara de comprar. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. Disse o estancieiro: "Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece". Aflito, o menino foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou o cavalo pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.
De volta à estância, o estancieiro, ainda mais irritado, bateu novamente no menino e o amarrou nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha. A partir disso, entre os andarilhos, tropeiros, mascates e carreteiros da região, todos davam a notícia, de ter visto passar, como levada em pastoreio, uma tropilha de tordilhos, tocada por um Negrinho, montado em um cavalo baio. Desde então, quando qualquer cristão perdia uma coisa, fosse qualquer coisa, pela noite o Negrinho procurava e achava, mas só entregava a quem acendesse uma vela, cuja luz ele levava para pagar a do altar de sua madrinha, a Virgem, Nossa Senhora, que o livrou do cativeiro e deu-lhe uma tropilha, que ele conduz e pastoreia sem ninguém ver.
Quem perder coisas no campo, deve acender uma vela
junto de algum mourão ou sob os ramos das árvores, para o Negrinho do pastoreio
e vá lhe dizendo: "Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu
perdi... Foi por aí que eu perdi...". Se ele não achar, ninguém mais
acha.
Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de
1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir
no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática
"História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências.
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Art. 1o A
Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar
acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B:
"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de
ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o
ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
§ 1o O conteúdo programático a que se refere
o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e
dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o
negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo
negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura
Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em
especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História
Brasileiras.
§ 3o (VETADO)"
"Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como
‘Dia Nacional da Consciência Negra’."
Art. 2o Esta
Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 9 de janeiro de
2003; 182o da Independência e 115o da
República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque
Este
texto não substitui o publicado no D.O.U. de 10.1.2003
Link do vídeo Vista mInha pele:
https://www.youtube.com/watch?v=LWBodKwuHCM
Modelo de planilha que os professores usaram para o registro dos exercícios:
Exercícios para Atividade Avaliativa – Plano de Ação conclusão da 1º fase
Objetivo: Registrar os exercícios
propostos para avaliação das defasagens apontadas e trabalhadas pelos
professores no Ensino Fundamental Anos Finais, na realização do plano de ação
realizado ao longo do mês de setembro.
Professor (a)
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Disciplina:
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Turma:
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Habilidades Defasadas no 6ºB:
Língua Portuguesa à
Identificar o conflito
gerador do enredo.
Identificar tema ou assunto
principal de um texto.
Matemática à
Saber realizar operações
com números naturais de modo significativo (adição, subtração, multiplicação,
divisão, potenciação).
Compreender o significado
das frações na representação de medidas não inteiras e da equivalência de
frações.
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Exercícios Propostos:
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