segunda-feira, 27 de outubro de 2014

ATPC 27/Outubro

ATPC 27/10/2014 – Prof. Coord. Valter Estachel

Citação
 “A diversidade vai além das diferenças étnicas, físicas, sensoriais e de gênero, mas compreende as étnicas, religiosas e culturais. As organizações estão aprendendo a respeitar e valorizar esta diversidade de pensamento, proveniente das diferenças de experiência, conhecimento e origem.”
―
Luciano Henrique Trindade
Frases - 
http://kdfrases.com
Contextualização
“A dimensão social das manifestações artísticas revela modos de perceber, sentir e articular significados e valores que orientam os diferentes tipos de relações entre os indivíduos na sociedade. A arte estimula o aluno a perceber, compreender e relacionar tais significados sociais.”
PCN Artes, p. 20

Objetivos
·         Conhecer, vivenciar e identificar aspectos artísticos multiculturais. Promover a socialização de orientação técnica recebida pela professora Divanilda na Diretoria de Ensino (O.T. Pcnp Artes), refletir sobre a cultura afro-brasileira e apresentar práticas para o desenvolvimento da Lei 11.645/08 em sala de aula.

  Atividade 1 - Leitura: O Começo do começo – Omito de criação do mundo (Egito Antigo)
                          (A proposta de leitura tem como objetivo levar o grupo a refletir sobre a civilização do Egito Antigo enquanto
parte do continente africano, já que a tradição  é de não fazer essa associação.)
Atividade 2 – Sugestão de atividade.  
                        (A proposta de atividade é oferecer ao professores sugestões de atividades para que ele disponha de material a ser desenvolvido em sala de aula.)

Atividade 3 – Dança Canto para o Senegal.
                       (Momento de descontração, levar ao grupo exemplo prático de cultura afro-brasileira.)   

Atividade 4 – Reflexão sobre a cultura negra e seu valor cultural.
                          (Direcionar o grupo a pensar sobre a apresentação da dança, e perceber as várias formas de expressão cultural afro-brasileira presente em nossa sociedade.)

Atividade 5 – Proposta de realização do alfabeto negro.
                        (Mais um momento lúdico do trabalho, propor ao grupo a realização de um alfabeto negro, onde diante das letras o grupo deve apresentar quatro palavras referentes às letras do alfabeto, essas palavras devem remeter ao contexto do negro.)

Atividade 6 – Socialização do trabalho.
                    (Depois de confeccionado o alfabeto o grupo deve destacar algumas palavras escolhidas no alfabeto para refletir a questão dos afro-descendentes.)


Referências bibliográficas:
BARATA, Mário. A escultura de origem negra no Brasil. Brasil Arquitetura Contemporânea, n. 9, p. 51-56, 1957.
CARNEIRO DA CUNHA, Marianno. Arte afro-brasileira. In: ZANINI, Walter (Ed.). História geral da arte no Brasil, vol. II. São Paulo: Instituto Walter Moreira Salles, 1983[a.1980]. p. 973-1033. 

VALLADARES, Clarival do Prado. Aspectos da iconografia afro-brasileira. Revista Brasileira de Cultura, Rio de Janeiro, v. 6, n. 23, p. 64-77, 1976.

O Começo do começo – Omito de criação do mundo (Egito Antigo)

            A divindade criadora Ra originou-se de Nun, o oceano primordial da não existência. Quando Rá  espirrou, Shu, o deus do ar seco, saiu de suas narinas. A seguir, Rá cuspiu e Tefnut, a deusa do ar úmido, surgiu de sua boca. Rá enviou os dois deuses em uma viagem pelo oceano. Mais tarde, usando seus poderes de criação e percepção, o deus-sol chamou à existência os elementos primordiais, dizendo-lhes os nomes e vendo-os surgir. Foi também nessa ocasião que criou Maat, a deusa da harmonia universal, cuja tarefa era por em ordem a criação.

As criaturas da Terra

            Rá precisava de um lugar seco onde ficar enquanto realizava sua tarefa. Assim, mandou o oceano Nun se afastar, revelando uma ilha rochosa chamada Benben. O deus ficou sobre a pedra e imaginou tudo o que queria criar. Do oceano primordial, chamou à existência as plantas, os animais e os pássaros da Terra; disse-lhes os nomes e eles surgiram na sua frente. Em seguida, Rá mandou seu olho, a deusa Hathor procurar Shu e Tefnut. Ao retornar com as duas divindades, Hathor viu que um outro olho a substituira no rosto de Rá, chorou por ter sido preterida daquela forma, e os primeiros seres humanos nasceram de suas lágrimas. Rá recolocou Hathor em seu rosto mas, dessa vez, ela tomou a forma de uma naja, permanecendo no meio da fronte de Rá para ajudá-lo a reinar sobre o mundo que ele criara.

Os grandes Deuses

            Shu e Tefnut tiveram dois filhos: Geb, a Terra, e Nut, o céu, que se uniram e geraram as estrelas. Com ciúmes do casal, Shu os separou e proibiu Nut de ter filhos em qualquer dia do mês, mas Nut ganhou cinco dias a mais, negociando com o deus Thoth. Nesses dias, a deusa teve Osíris, Set, Néftis e Ísis, as maiores divindades do Egito.   

Sugestão de Atividade:

Leia com atenção um trecho da carta escrita em 1526 pelo rei do Congo ao rei de Portugal:

Dia a dia, os traficantes estão raptando nosso povo – crianças deste país, filhos de nobres e vassalos, até mesmo pessoas de nossa própria família. (...) Essa forma de corrupção e vício está tão difundida que nossa terra acha-se completamente despovoada. (...) É nosso desejo que este reino não seja um lugar de tráfico ou de transporte de escravos.

HOCHSCHILD, Adam. O fantasma do rei Leopoldo: uma história de cobiça, terror e heroísmo na África colonial. S.Paulo: Cia das Letras, 1999, p. 22.

a)      O que se pode concluir com base na leitura desse documento?


   
b)      Que termo o rei utiliza para qualificar o rapto e a escravização de seu povo?




2) Os provérbios a seguir são do Congo e foram recolhidos pelo historiador, pesquisador e compositor Nei Lopes, um dos maiores conhecedores das culturas e das histórias da África e dos afro-brasileiros. Leia-os com atenção.

1.      “É tentando muitas vezes que o macaco aprende a pular da árvores.”
2.      “O saber é melhor que a riqueza.”
3.      “Estar bem-vestido não impede ninguém de ser pobre.”
4.      “Amor é como criança: precisa muito de carinho.”
5.      “Os dentes estão sorrindo, mas o coração está?.”
6.      “Um pouco de delicadeza é melhor que muita força.”
7.      “Os amigos dos nossos amigos são nossos amigos.”
8.      “O tronco fica dez anos na água, mas nunca será um crocodilo.”
9.      “A morte não emite som de trombeta.”
10.  “Não importa se a noite é longa, pois o dia sempre vem.”
11.  “Os ausentes estão sempre errados.”
12.  “Montei num elefante, os amigos chegaram; morreu o elefante, os amigos se foram.”

a)      O que você entendeu do provérbio número 1?



b)      Em dupla: Leiam com atenção os provérbios número 6 e número 11; vocês concordam com o que eles dizem?



c)      O que se pode concluir do provérbio número 10?

Interpretação musical da Professora Divanilda:

Canto Para o Senegal

Reflexu's

Sene Sene Sene Sene Senegal
Sene Sene Sene Sene Senegal
Diz povão Senegal região
Diz povão Senegal região
Diz povão Senegal região
Diz povão Senegal região
A grandeza do negro, se deu quando houve este grito infinito
E o muçulmanismo que contagiava como religião
Ilê-Ayê traz imensas verdades ao povo Fulani
Senegal faz fronteira com Mauritânia e Mali
Os sere ê ê ê, a tribo primeira que simbolizava
Salum, Gâmbia, Casamance, seus rios a desembocar
Mandigno, Tukuler, Uolof, são os povos negros
E uma das capitais mais lindas hoje se chama Dakar, Ilê
Ilê ê ê ê, Dakar á á, obatalá
Agô iê ê ê ê
Esses são os meus sentimentos do antepassado
Senegal narrado como tema Ilê Ayê
(Refrão)
Sene Sene Sene Sene Senegal
Sene Sene Sene Sene Senegal
Diz povão Senegal região
Diz povão Senegal região
Diz povão Senegal região
Diz povão Senegal região
ê ahê, ahê ê
á, ia, iê (2x)
Baol reino de lá
Hamba-kali povo de Dakar
Negros ilê-aiyê avançam pelas ruas centrais da cidade
Senegalesas mulheres vaidosas mostrando intensidade
Incorporadas num só movimento frenético do carnaval
Caolak, Rufisque, Zinguichor, são as cidades do Senegal
Ilê-Ayê ê ê... está nos torsos, nas indumentárias africanas
Lingüisticamente o francês na dialética união baiana
Baobás árvore símbolo da nação
dos Deniakes, os Berberes, dinastia da região, Ilê Ayê Senegal...
(Refrão)
Sene Sene Sene Sene Senegal
Sene Sene Sene Sene Senegal
Diz povão Senegal região                                                                       ê ahê, ahê ê
Diz povão Senegal região                                                                      á, ia, iê (2x)                                                                                                                                                        




domingo, 19 de outubro de 2014

ATPC 20/Outubro

ATPC 20/10/2014 – Prof. Coord. Valter Estachel

Citação
 “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses”
Rubens Alves

Contextualização
“A família é um fator determinante na educação do cidadão. Seja pelas suas condições de vida, seja por não acompanhar o seu(s) filho(s) em suas atividades escolares, pela falta de estímulos e incentivos, a sua desestruturação resulta sem sombra de dúvida, no fracasso escolar da criança.
Segundo BRANDÃO (1983),
                                         [...] o fator mais importante para compreender os determinantes do rendimento escolar é a família do aluno, sendo que, quanto mais elevado o nível da escolaridade da mãe, mais tempo a criança permanece na escola e maior é o seu rendimento.

Objetivos
     Refletir sobre a Evasão Escolar no âmbito externo e interno. Definir as atividades avaliativas para compensação de ausências aos alunos do Ensino Fundamental referente ao terceiro bimestre.

  Atividade 1 - Leitura:

Atividade 2 – Vídeo: Documentário sobre Evasão escolar.

Atividade 3 –. Reflexão sobre a Resolução 13.068/2008 e PARECER CNE/CES Nº: 224/2006, do Conselho Nacional, aprovado em 20/9/2006.

Atividade 4 – Elaboração da lista com os alunos a realizarem a compensação de ausências, referente ao 3º bimestre.

Atividade 5 – Elaboração das atividades avaliativas para compensação de ausências.

Atividade 6 – Revisão dos registros dos Diários de Classe.

Referências bibliográficas:
BRANDÃO, Zaia et alii. O estado da arte da pesquisa sobre evasão e repetência   no  ensino de 1º grau no Brasil. In Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 64, nº 147, maio/agosto 1983, p. 38-69.


Educação e cidadania: quem educa o cidadão. 4 ed. São Paulo: Cortez, 1993


Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=5OyUZ5PCf_0
(Documentário: Evasão escolar.)

Publicado em 11/06/2008
Legislação Estadual
Lei Nº 13.068/2008
Dispõe sobre a obrigatoriedade de as escolas da rede pública estadual comunicarem o excesso de faltas de alunos, na forma que especifica
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
Artigo 1º - As escolas da rede pública estadual ficam obrigadas a comunicar, por escrito, a ocorrência de excesso de faltas dos alunos regularmente matriculados no ensino fundamental e no ensino médio:
I - aos pais;
II - ao Conselho Tutelar;
III - à Vara da Infância e da Juventude.
§ 1º - A comunicação a que se refere o “caput” tem caráter preventivo, a fim de que não seja ultrapassado o limite permitido de 25% (vinte e cinco por cento) de ausências.
§ 2º - A comunicação deverá ser feita quando for atingido o limite de 20% (vinte por cento) das faltas.
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor após decorridos 60 (sessenta) dias de sua publicação oficial.

Fonte: site prof. domingos

FREQUÊNCIA ESCOLAR - ABONO DE FALTAS

PARECER CNE/CES Nº: 224/2006, do Conselho Nacional, aprovado em 20/9/2006

"O art. 47, § 3º, da Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº
9.394, de 20 de dezembro de 1996, dispõe que é obrigatória a frequência de alunos e professores, salvo nos programas de educação a distância, que se regem por outras disposições.
É admitida, para a aprovação, a frequência mínima de 75% da frequência total às aulas e demais atividades escolares, em conformidade com o disposto na Resolução nº 4, de 16/9/86, do extinto Conselho Federal de Educação."

PARECER CNE/CEB Nº: 21/2007, do Conselho Nacional, aprovado em 8/8/2007

O tema frequência escolar encontra-se consignado no inciso VI do art. 24 da LDB
que assim estabelece:
Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns:
(...)
VI - o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação;
Cabe destacar que a LDB assinala dois pontos importantes a serem observados pelos sistemas de ensino.
Primeiro, que o controle de frequência deve ficar a cargo da escola. 
No entanto, esclarece que as normas para tal controle devem estar consignadas no seu regimento escolar, bem como nas do respectivo sistema de ensino.
Em segundo lugar, estabelece que a frequência mínima exigida para a aprovação dos estudantes é de setenta e cinco por cento do total de horas letivas.

O Parecer CNE/CEB nº 5/97, assim comenta o controle de frequência:

O controle da frequência contabiliza a presença do aluno nas atividades escolares programadas, das quais está obrigado a participar de pelo menos 75% do total da carga horária prevista. Deste modo, a insuficiência relevada na aprendizagem pode ser objeto de correção, pelos processos de recuperação a serem previstos no regimento escolar. A lei fixa a exigência de um mínimo de 75% (setenta e cinco por cento) de frequência, considerando o “total de horas letivas para aprovação”. O aluno tem o direito de faltar até o limite de 25% (vinte e cinco por cento) do referido total. Se ultrapassar este limite estará reprovado no período letivo correspondente.
A frequência de que trata a lei passa a ser apurada, agora, sobre o total da carga horária do período letivo. 
Não mais sobre a carga específica de cada componente curricular, como dispunha a lei anterior.
Com base na LDB, que estabelece que o percentual de frequência deve incidir sobre o total de horas letivas e no Parecer CNE/CEB nº 5/97, que indica que esse percentual deve ser apurado sobre o total da carga horária do período letivo, fica claro que os 75% devem ser computados sobre a carga mínima anual, estabelecida no inciso I do art. 24 da LDB, que determina que a carga horária mínima anual será de oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar .

domingo, 5 de outubro de 2014

ATPC 06/Outubro

ATPC 06/10/2014 – Prof. Coord. Valter Estachel

Citação
 “[...] valorização e respeito às pessoas negras, à sua descendência africana, sua cultura e história. Significa buscar compreender seus valores e lutas”.
(Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, 2002:12).

Contextualização
“Não é de estranhar que a criança afro-brasileira aprenda a odiar tudo o que herdou. A imagem que lhe apresentam é tão negativa que seu único consolo consiste em identificar-se ao máximo com a sociedade branca [...] não há dúvida de que muito da abordagem para fazer surgir a Consciência Negra precisa ser voltada para o passado, a fim de procurar reescrever a história do negro e criar nela os heróis [heroínas] que formam o núcleo do contexto africano [...] Um povo sem uma história positiva é como um veículo sem motor”
(BIKO, 1990: 42)

Objetivos
     Pensar e elaborar o Projeto do Dia da Consciência Negra. Concluir primeira fase do Plano de Ação do Ensino Fundamental, com a elaboração da atividade avaliativa com as habilidades defasadas na A.A.P. 7º edição que foram trabalhadas durante ao longo do mês de Setembro.

  Atividade 1 - Leitura: Lenda do negrinho do pastoreio.

Atividade 2 – Estudo da Lei 10.639/03. (Com o objetivo formativo, analisar as proposta da Lei.)

Atividade 3 – Vídeo: Vista a minha pele. (é uma divertida paródia da realidade brasileira. Serve de material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala de aula.)

Atividade 4 – Elaboração e definição das propostas para o Projeto do Dia da Consciência Negra. (Estudar o material oferecido PNBE do Professor 2013*, para confecção das propostas dos professores.)

Atividade 5 – Socialização. (Socializar as propostas de cada professor/disciplina para realização do Projeto do Dia da Consciência Negra.)

Atividade 6 – Apresentação dos exercícios a serem aplicados na atividade avaliativa, para avaliar as habilidades defasadas da A.A.P. 7º edição. (Como conclusão da primeira fase do plano de ação do Ensino Fundamental, os professores apresentarão suas propostas de exercícios que irão compor a atividade avaliativa das habilidades defasadas da AAP 7º edição.)

Atividade 7 – Momento Fala Professor: Profas. Elisangela e Risolene. (Espaço para que as professoras possam socializar as experiências vividas em convocação na D. E.)

Referências bibliográficas
CLARO, Regina. Olhar a África: fontes visuais para sala de aula. 1º edição – S.Paulo: Hedra Educação, 2012.
SOUZA, Edileuza Penha de (org.). Negritude, cinema e educação: caminhos para implementação da Lei 10.639/2003. 2º Edição, Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011. Volume 1 e 2.

MUNANGA, Kabengele e GOMES, Nilma Lino. Para entender o negro no Brasil de hoje: história, realidades, problemas e caminhos. S.Paulo: Global: Ação educativa, 2004.

Lenda:  Negrinho do Pastoreio

               A lenda do Negrinho do Pastoreio é uma lenda meio cristã e meio africana.  É uma lenda muito popular no sul do Brasil e sua origem é do fim do Século XIX, no Rio Grande do Sul. Foi muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É uma lenda reconhecidamente do Rio Grande do Sul, e alguns folcloristas afirmam que a região tem uma única lenda sua criada ao jeito local.

            Conta a lenda que nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Em um dia de inverno, fazia muito frio e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros que acabara de comprar. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. Disse o estancieiro: "Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece". Aflito, o menino foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou o cavalo pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.

            De volta à estância, o estancieiro, ainda mais irritado, bateu novamente no menino e o amarrou nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha. A partir disso, entre os andarilhos, tropeiros, mascates e carreteiros da região, todos davam a notícia, de ter visto passar, como levada em pastoreio, uma tropilha de tordilhos, tocada por um Negrinho, montado em um cavalo baio. Desde então, quando qualquer cristão perdia uma coisa, fosse qualquer coisa, pela noite o Negrinho procurava e achava, mas só entregava a quem acendesse uma vela, cuja luz ele levava para pagar a do altar de sua madrinha, a Virgem, Nossa Senhora, que o livrou do cativeiro e deu-lhe uma tropilha, que ele conduz e pastoreia sem ninguém ver.

Quem perder coisas no campo, deve acender uma vela junto de algum mourão ou sob os ramos das árvores, para o Negrinho do pastoreio e vá lhe dizendo: "Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi...". Se ele não achar, ninguém mais acha.


Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências.
        O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
        Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B:
"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.
§ 3o (VETADO)"
"Art. 79-A. (VETADO)"
"Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’."
        Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
        Brasília, 9 de janeiro de 2003; 182o da Independência e 115o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de  10.1.2003

Link do vídeo Vista mInha pele:

https://www.youtube.com/watch?v=LWBodKwuHCM

Modelo de planilha que os professores usaram para o registro dos exercícios:

Exercícios para Atividade Avaliativa – Plano de Ação conclusão da 1º fase
Objetivo: Registrar os exercícios propostos para avaliação das defasagens apontadas e trabalhadas pelos professores no Ensino Fundamental Anos Finais, na realização do plano de ação realizado ao longo do mês de setembro.
Professor (a)
Disciplina:
Turma:



Habilidades Defasadas no 6ºB:

Língua Portuguesa à
Identificar o conflito gerador do enredo.
Identificar tema ou assunto principal de um texto.

Matemática à
Saber realizar operações com números naturais de modo significativo (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação).
Compreender o significado das frações na representação de medidas não inteiras e da equivalência de frações.



Exercícios Propostos: