ATPC 22/09/2014 – Prof.
Coord. Valter Estachel
Citação
“A educação
modela as almas e recria os corações. Ela é a alavanca das mudanças sociais”
Paulo Freire
Contextualização
“uma avaliação que afere ultrapassando os limites
do constatar. Uma avaliação que julgamos de valor, mas
que não somente classifica e ou rotula
e não massacra as capacidades. Uma avaliação que procura ser
objetiva sem dogmatizar as aparências
ou o meramente observável. A avaliação que em vez
de excluir, integra; em vez defixar-se na unilateralidade da ausência de
acertos ou no saber predeterminado busca ser oportunidade de saber o que já se
sabe o que já se pensa o que já se conseguiu em competência em vez de
classificar como produção em série, permite o direito à diferença,
conscientizando e situando na realidade atualizada”. (BARCELOS, 1987).
Objetivos
Discutir o processo de ensino
e aprendizagem e o desempenho do aluno nas avaliações escolares, inclusive nos
processos de recuperação, com a finalidade de atribuir um parecer global para o
desempenho do aluno e identificar os
problemas tanto do aluno quanto da escola e buscar formas de superação das
dificuldades identificadas.
Atividade 1 - Leitura:
Caro professor, Rubens Alves.
Atividade 2 – Distribuição das fichas de registro do pré-conselho.
(Registrar os problemas, traçar o perfil da turma com
intuito de buscar formas de superação das dificuldades identificadas no
pré-conselho para apontamentos no Conselho de Classe e Série do terceiro
bimestre.)
Atividade 3 – Lançamento de notas. (Terminal Sala do Acessa)
Atividade 4 – Reunião com os professores dos sextos anos. (Socializar os apontamentos dos registros na ficha de pré
conselho para definir em conjunto os pontos de análise e reflexão no CCS-3º
bimestre.)
Atividade 5 – Reunião com os professores dos sétimos anos. (Socializar os apontamentos dos registros na ficha de pré
conselho para definir em conjunto os pontos de análise e reflexão no CCS-3º
bimestre.)
Atividade 6 – Reunião
com os professores das oitava séries. (Socializar
os apontamentos dos registros na ficha de pré conselho para definir em conjunto
os pontos de análise e reflexão no CCS-3º bimestre.)
Nossa leitura:
CARO PROFESSOR
Caro professor: compreendo a sua situação. Foi contratado para ensinar
uma disciplina e ganha para isso. A escolha do programa não foi sua. Foi imposta.
Veio de cima. Talvez tenha ideias diferentes. Mas isso é irrelevante. Tem de
ensinar o que lhe foi ordenado. Será julgado pelos resultados do seu ensino – e
disso depende o seu emprego. A avaliação do seu trabalho faz-se por meio da
avaliação do desempenho dos seus alunos. Se, de uma forma sistemática, os seus
alunos não aprenderem, é porque não tem competência.
O processo de avaliação dos alunos é curioso. Imagine uma pessoa que
conheça uma série de ferramentas, a forma como são feitas, a forma como
funcionam – mas não saiba para que servem. Os saberes que se ensinam nas
escolas são ferramentas. Frequentemente os alunos dominam abstratamente os
saberes, sem, entretanto conhecerem a sua relação com a vida. Como aconteceu
com aquela assistente de bordo a quem perguntei o nome de um rio perto de
Londrina, no norte do Paraná. Ela respondeu-me: Acho que é o São Francisco.
Apanhei um susto. Pensei que tinha apanhado o vôo errado e que estava a chegar
ao norte de Minas… Garanto que, numa prova, a rapariga responderia certo. No
mapa saberia onde se encontra São Francisco. Mas não aprendera a relação entre
o símbolo e a realidade.
É possível que os alunos acumulem montanhas de conhecimentos que os
levarão a passar nos exames, sem saber para que servem. Como acontece com os
“vasos comunicantes” que qualquer pedreiro sabe para que servem sem,
entretanto, conhecerem o seu nome. O pedreiro seria reprovado na avaliação
escolar, mas construiria a casa no nível certo. Mas você não é culpado. Você é
contratado para ensinar a disciplina. Cada professor ensina uma disciplina
diferente: Física, Química, Matemática, Geografia, etc. Isso é parte da
tendência que dominou o desenvolvimento da ciência: especialização,
fragmentação. A ciência não conhece o todo, conhece as partes. Essa tendência
teve consequências para a prática da medicina: o corpo como uma máquina formada
por partes isoladas. Mas o corpo não é uma máquina formada por partes isoladas.
Às vezes, as escolas fazem-me lembrar o Vaticano. O Vaticano, 400 anos
depois, penitenciou-se sobre Galileu e está prestes a fazer as pazes com
Darwin. Os currículos, só agora, muito depois da hora, estão a começar a falar
de “interdisciplinaridade”. “Interdisciplinaridade” é isto: uma maçã é, ao
mesmo tempo, uma realidade matemática, física, química, biológica, alimentar,
estética, cultural, mitológica, econômica, geográfica, erótica… Mas o fato é
que você é o professor de uma disciplina específica. Ano após ano, hora após
hora, ensina aquela disciplina. Mas, como ser de dever, tem de fazer de forma
competente aquilo que lhe foi ordenado. A fim de sobreviver, faz o que deve
fazer para passar na avaliação. A disciplina é o deus a quem você e os alunos
se devem submeter. O pressuposto desse procedimento é que o saber é sempre uma
coisa boa e que, mais cedo ou mais tarde, fará sentido. São, sobretudo os
adolescentes que, movidos pela inteligência da contestação, perguntam sobre o
sentido daquilo que têm de aprender. Mas frequentemente os professores não
sabem dar respostas convincentes. Para quê aprender o uso dessa ferramenta
complicadíssima se não sei para que serve e não vou usá-la? A única resposta é:
Tens de aprender porque sai no exame – resposta que não convence por não ser
inteligente, mas simplesmente autoritária.
O que está pressuposto, nos nossos currículos, é que o saber é sempre
bom. Isso talvez seja abstratamente verdade. Mas, nesse caso, teríamos de
aprender tudo o que há para ser aprendido – o que é tarefa impossível. Quem
acumula muito saber só prova um ponto: que é um idiota de memória boa. Não faz
sentido aprender a arte de escalar montanhas nos desertos, nem a arte de fazer
iglus nos trópicos. Abstratamente, todos os saberes podem ser úteis. Mas, na
vida, a utilidade dos saberes subordina-se às exigências práticas do viver.
Como diz Cecília Meireles: O mar é longo, a vida é curta. Eu penso a educação
ao contrário. Não começo com os saberes. Começo com a criança. Não julgo as
crianças em função dos saberes. Julgo os saberes em função das crianças. É isso
que distingue um educador. Os educadores olham primeiro para o aluno e depois
para as disciplinas a serem ensinadas. Os educadores não estão ao serviço de
saberes. Estão ao serviço de seres humanos – crianças, adultos, velhos. Dizia
Nietzsche: Aquele que é um mestre, realmente um mestre, leva as coisas a sério
– inclusive ele mesmo – somente em relação aos seus alunos. (Nietzsche, Além do
bem e do mal).
Eu penso por meio de metáforas. As minhas ideias nascem da poesia.
Descobri que o que penso sobre a educação está resumido num verso célebre de
Fernando Pessoa: Navegar é preciso. Viver não é preciso. Navegação é ciência,
conhecimento rigoroso. Para navegar, são necessários barcos. E os barcos
fazem-se com ciência, física, números, técnica. A própria navegação se faz com
ciência: mapas, bússolas, coordenadas, meteorologia. Para a ciência da
navegação é necessária a inteligência instrumental, que decifra o segredo dos
meios. Barcos, remos, velas e bússolas são meios. Já o viver não é coisa
precisa. Nunca se sabe ao certo. A vida não se faz com ciência. Faz-se com
sapiência. É possível ter a ciência da construção de barcos e, ao mesmo tempo, o
terror de navegar. A ciência da navegação não nos dá o fascínio dos mares e os
sonhos de portos aonde chegar. Conheço um erudito que tudo sabe sobre
filosofia, sem que a filosofia jamais tenha tocado a sua pele. A arte de viver
não se faz com a inteligência instrumental. Ela faz-se com a inteligência
amorosa.
A palavra amor tornou-se maldita entre os educadores que pensam a
educação como ciência dos meios, ao lado de barcos, remos, velas e bússolas.
Envergonham-se de que a educação seja coisa do amor-piegas. Mas o amor –
Platão, Nietzsche e Freud sabiam-no – nada tem de piegas. O amor marca o
impreciso círculo de prazer que liga o corpo aos objetos. Sem o amor tudo nos
seria indiferente – inclusive a ciência. Não teríamos sentido de direção, não
teríamos prioridades. A inteligência instrumental precisa de ser educada. Parte
da educação é ensinar a pensar. Mas essa educação, sendo necessária, não é
suficiente. Os meios não bastam para nos trazer prazer e alegria – que são o
sentido da vida. Para isso é preciso que a sensibilidade seja educada. Fernando
Pessoa fala, então, na educação da sensibilidade.
Educação da sensibilidade: Marx, nos Manuscritos de 1844, dizia que a
tarefa da História, até então, tinha sido a de educar os sentidos: aprender os
prazeres dos olhos, dos ouvidos, do nariz, da boca, da pele, do pensamento (Ah!
O prazer da leitura!). Se fôssemos animais, isso não seria necessário. Mas
somos seres da cultura: inventamos objetos de prazer que não se encontram na
natureza: a música, a pintura, a culinária, a arquitetura, os perfumes, os
toques. No corpo de cada aluno encontram-se, adormecidos, os sentidos. Como na
história da Bela Adormecida… É preciso despertá-los, para que a sua capacidade
de sentir prazer e alegria no aprender se expanda.
Rubem Alves -.
PRÉ-CONSELHO DE CLASSE E SÉRIE – 3º Bimestre
Objetivo: Registrar os problemas,
traçar o perfil da turma com intuito de buscar formas de superação das
dificuldades identificadas no pré-conselho para apontamentos no Conselho de
Classe e Série do terceiro bimestre.
Professor (a)
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Disciplina:
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Turma:
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Alunos com mais dificuldades
na turma:
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Descrever em linhas gerais
o(s) problema(s) da turma:
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O que será feito pelo
professor(a) para melhoria do aprendizado dos alunos e solucionar outros
problemas da turma?
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Professor:
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Coordenador:________________________________
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